Rondônia não teve nenhum hospital público incluído na lista dos 100 melhores hospitais públicos do Brasil, conforme levantamento nacional divulgado recentemente pela imprensa especializada. O resultado coloca o estado ao lado de outras unidades da Região Norte que também ficaram fora do ranking e reacende o debate sobre os desafios históricos da saúde pública na Amazônia.

O levantamento avaliou critérios como estrutura hospitalar, indicadores assistenciais, taxa de ocupação, desempenho em atendimentos de média e alta complexidade, além de parâmetros de gestão e qualidade do cuidado. Estados das regiões Sudeste e Centro-Oeste concentraram a maior parte das unidades reconhecidas, evidenciando uma desigualdade regional persistente no acesso à saúde de excelência.
A ausência de hospitais de Rondônia no ranking não significa a inexistência de esforços locais, mas evidencia limitações estruturais que impactam diretamente o atendimento à população. Longas distâncias, dificuldades logísticas, escassez de profissionais especializados e subfinanciamento são fatores que pesam negativamente nos indicadores avaliados em estudos nacionais.
Para especialistas em gestão pública, rankings como esse devem ser encarados como instrumentos de diagnóstico, capazes de apontar onde estão os principais gargalos do sistema. No caso de Rondônia, o resultado reforça a necessidade de investimentos contínuos em infraestrutura hospitalar, modernização da gestão, fortalecimento da rede de urgência e emergência e ampliação da capacidade de atendimento de alta complexidade.
A realidade é que milhares de rondonienses dependem exclusivamente do Sistema Único de Saúde (SUS) para acessar serviços essenciais. Ficar fora de uma lista nacional de referência não é apenas um dado estatístico — é um sinal de alerta sobre a urgência de políticas públicas mais robustas para garantir qualidade, segurança e dignidade no atendimento.
O desafio agora é transformar o resultado em ponto de partida para mudanças estruturais, reduzindo desigualdades regionais e fortalecendo a saúde pública em Rondônia. Mais do que figurar em rankings, o que está em jogo é a vida e o bem-estar da população.
