Com a paralisação anunciada por trabalhadores do Hospital Regional Dr. Júlio Pérez, em Guajará-Mirim, o JORNAL PONTO COM INFORMATIVO procurou representantes políticos da região Madeira-Mamoré para saber quais providências estão sendo adotadas diante da crise que já se aproxima de dois meses de salários atrasados.
A preocupação é evidente: os municípios mais impactados por uma eventual redução dos serviços são justamente Guajará-Mirim e Nova Mamoré, principais usuários da unidade hospitalar.

Em Guajará-Mirim
A última manifestação da deputada estadual Taíssa Souza à reportagem ocorreu em 22 de maio. Na ocasião, a parlamentar informou que aguardava resposta de um ofício encaminhado à Secretaria de Estado da Saúde (SESAU). Desde então, apesar dos novos contatos realizados pela reportagem e do agravamento da crise, não houve novos esclarecimentos.
(Apareceu em uma live em seu instagram, prometendo o pagamento até o dia 02/06. Talvez, ela apareça na paralisação pra fazer vídeo, como sempre.)

A situação chama atenção porque a deputada foi uma das principais defensoras da implantação do Hospital Regional e frequentemente destacou sua atuação em favor da unidade. Agora, diante da maior crise enfrentada pelo hospital desde sua inauguração, trabalhadores aguardam um posicionamento mais incisivo.
Procuramos o presidente da Câmara Municipal de Guajará-Mirim, vereador Eliel Silvino, mas não obtivemos retorno até o fechamento desta matéria.

Já o prefeito Fábio “Netinho” informou apenas que esteve reunido com a Chefia da Casa Civil para tratar do assunto. Questionado sobre os encaminhamentos e resultados da reunião, não retornou os novos questionamentos da reportagem.

Em Nova Mamoré
O presidente da Câmara Municipal, vereador Adalto Ferreira, afirmou que o papel do Legislativo municipal é cobrar as autoridades competentes.
“O que poderemos fazer é unicamente cobrar as autoridades superiores. Isso vamos fazer”, declarou.

Ora, pois seu Adalto.. é exatamente isso que a população espera de seus representantes: cobrança firme, posicionamento público e articulação política em defesa dos trabalhadores e dos usuários do Hospital Regional. Adalto possui trânsito político junto a importantes lideranças estaduais e federais, o que aumenta a expectativa da população por uma atuação mais incisiva neste momento de crise.
(Ao invés de tentar silenciar nosso editorial, vossa excelência poderia fazer o seu trabalho. Fica a dica!)
Por sua vez, o prefeito de Nova Mamoré e presidente da AROM, Marcélio Brasileiro, informou que tem buscado diálogo com o Governo do Estado para encontrar uma solução para a crise. Segundo ele, o senador Marcos Rogério colocou seu mandato e emendas à disposição para contribuir com alternativas.

Assembleia Legislativa também não respondeu
A reportagem também procurou o presidente da Assembleia Legislativa de Rondônia, deputado estadual Alex Redano, para comentar a situação dos trabalhadores e os possíveis encaminhamentos da Casa de Leis. Até o fechamento desta matéria, não houve retorno.

A pergunta que permanece sem resposta
O que chama atenção é que, apesar da gravidade da situação, ainda não existe uma liderança política assumindo o protagonismo da discussão. Trabalhadores denunciam salários atrasados, anunciaram paralisação, acionaram órgãos de controle e alertam para os riscos de prejuízo à população. Mesmo assim, a crise segue sem uma solução definitiva.
Segundo informações repassadas à reportagem, a dívida relacionada aos repasses do contrato perfazem algo em torno de 18 milhões de reais. Enquanto Estado, empresa e autoridades discutem responsabilidades, quem paga a conta são os trabalhadores, que seguem há quase dois meses sem receber salários, e a população da região, que teme pela continuidade dos serviços de saúde.
