A divulgação da nova pesquisa Datafolha nesta sexta-feira (22) movimentou os bastidores da corrida presidencial de 2026 e reacendeu o debate sobre a força política da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL). O levantamento, realizado em meio à repercussão do caso envolvendo o filme “Dark Horse”, passou a ser analisado como um termômetro do impacto da crise sobre o núcleo bolsonarista.
Durante participação no Fórum Esfera 2026, realizado no Guarujá (SP), o senador rondoniense Marcos Rogério (PL) afirmou que o resultado ficou distante do cenário negativo esperado por adversários políticos. “Para quem esperava uma tragédia, parece que ela não veio”, declarou o parlamentar ao comentar os números da pesquisa.

Segundo o Datafolha, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva aparece numericamente à frente em eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro, mas ambos seguem tecnicamente empatados dentro da margem de erro. O resultado foi interpretado por aliados do PL como um sinal de manutenção da competitividade eleitoral do grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.
Marcos Rogério também negou qualquer possibilidade de substituição da candidatura de Flávio Bolsonaro pela ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro. De acordo com ele, não existe discussão interna no partido sobre mudanças no projeto eleitoral para 2026.
“Continua seguindo em frente, naturalmente”, afirmou o senador.
Nos bastidores, aliados de Flávio Bolsonaro trabalham para fortalecer a comunicação da pré-campanha e reorganizar a estratégia política nacional do PL. O senador tem intensificado agendas públicas e articulações em diversos estados, buscando ampliar a presença política do grupo conservador no cenário eleitoral dos próximos meses.
