Após semanas de denúncias, cobranças e promessas de regularização, trabalhadores do Hospital Regional Dr. Júlio Pérez, em Guajará-Mirim, anunciaram paralisação das atividades a partir desta segunda-feira (01) em razão dos salários atrasados.
O comunicado divulgado pelos profissionais informa que a unidade passará a funcionar apenas para atendimentos de emergência até que a situação seja resolvida. A medida escancara uma crise que se arrasta há meses e que, até agora, não recebeu uma solução definitiva por parte do Governo de Rondônia e da Secretaria de Estado da Saúde (SESAU).

Enquanto servidores acumulam prejuízos financeiros e incertezas, a população da região da fronteira passa a conviver com o risco de redução dos serviços de uma das mais importantes unidades hospitalares do estado.
Diante da gravidade da situação, cresce a necessidade de atuação dos órgãos de fiscalização e controle. Ministério Público, Ministério Público do Trabalho e demais instituições competentes precisam apurar as circunstâncias que levaram o hospital a chegar a esse ponto e quais medidas serão adotadas para garantir tanto os direitos dos trabalhadores quanto a continuidade da assistência à população.
Também se espera um posicionamento claro do governador Marcos Rocha e do secretário estadual de Saúde sobre quais providências estão sendo tomadas para solucionar o impasse e evitar que a crise avance ainda mais.
O que está em jogo não é apenas uma disputa contratual ou administrativa. São dezenas de trabalhadores sem receber e uma unidade hospitalar essencial para a região operando sob forte instabilidade.
Até o fechamento desta matéria, não havia sido anunciada uma solução definitiva para o problema.
