Enquanto profissionais da saúde seguem trabalhando na linha de frente do Hospital Regional Dr. Júlio Pérez, em Guajará-Mirim, cresce a revolta diante da informação de que os repasses estaduais ligados ao contrato da unidade estariam atrasados desde fevereiro.
A situação escancara mais um capítulo da fragilidade na gestão da saúde pública em Rondônia. Trabalhadores convivem com atrasos salariais, insegurança financeira e incertezas sobre o futuro, enquanto o Estado permanece em silêncio diante de uma crise que afeta diretamente quem mantém o hospital funcionando diariamente.

A pergunta que ecoa entre servidores, pacientes e moradores da região é simples: onde está o dinheiro do contrato?
Se há contrato vigente, se há prestação de serviço acontecendo e se os profissionais continuam atuando normalmente, por qual motivo os pagamentos não estão sendo feitos? Onde está a Secretaria de Estado da Saúde? Onde estão os deputados estaduais que constantemente discursam sobre fortalecimento da saúde pública? Onde está o governador diante de mais uma crise anunciada?
O Hospital Regional Dr. Júlio Pérez é referência para toda a região da fronteira e atende centenas de pacientes de Guajará-Mirim e municípios vizinhos. Ainda assim, os trabalhadores seguem sendo os primeiros a sentir o impacto da desorganização administrativa e da falta de previsibilidade financeira.
A reportagem entrou em contato com Pedro Henrique, apontado atualmente como responsável pela Mediall Brasil após o afastamento dos antigos gestores da empresa e não obteve retorno até o fechamento desta matéria.
Enquanto isso, trabalhadores aguardam respostas. E a população aguarda mais do que notas e justificativas: espera responsabilidade.
