O clima dentro do Hospital Regional Dr. Júlio Pérez, em Guajará-Mirim, segue de revolta e insegurança entre trabalhadores da saúde após mais de três semanas de atraso salarial envolvendo funcionários vinculados à Mediall Brasil.

Segundo informações recebidas pelo JORNAL PONTO COM INFORMATIVO, a empresa teria realizado pagamentos apenas aos médicos da unidade, numa tentativa de evitar paralisações e possível colapso no atendimento hospitalar.
Enquanto isso, profissionais da enfermagem e demais setores seguem há 22 dias sem receber salários.
A situação vem gerando desgaste crescente dentro da unidade, considerada estratégica para atendimento da região da fronteira. Trabalhadores relatam dificuldades financeiras, contas acumuladas e sensação de abandono diante da ausência de respostas concretas por parte da empresa e do Governo de Rondônia.
Nesta segunda-feira, a indignação ganhou as redes sociais. Uma servidora da unidade publicou em seu perfil no Instagram uma cobrança pública direcionada à Mediall Brasil e à Secretaria de Estado da Saúde (SESAU), marcando diretamente os perfis das instituições e questionando os atrasos salariais enfrentados pelos trabalhadores.

O episódio aumentou ainda mais a pressão sobre a empresa e sobre a gestão estadual, especialmente após sucessivas denúncias envolvendo atrasos, falta de previsibilidade financeira e problemas estruturais no funcionamento do hospital.
A reportagem voltou a procurar a Assessoria de Comunicação da SESAU em busca de esclarecimentos sobre os atrasos e sobre eventual previsão de pagamento à Mediall Brasil. Até o fechamento desta matéria, não houve retorno. A Mediall Brasil também foi novamente procurada pela reportagem, mas não respondeu às mensagens encaminhadas.
Enquanto Estado e empresa permanecem em silêncio, trabalhadores seguem sustentando o funcionamento do Hospital Regional de Guajará-Mirim mesmo sem salários.
